Depositário, reproduteca e achismos de uma consciência atordoada, eventuais espasmos de entusiasmo.
25 de mar. de 2013
20 de mar. de 2013
Sobre consumidores, empresas e suas marcas
Pessoas Físicas
O doutor Robert D. Hare, professor de psicologia na University of British Columbia, mostra, no filme, que quase todas as grandes corporações seriam diagnosticadas como psicopatas pelos critérios adotados pelo FBI, onde é consultor:
1) Indiferença e insensibilidade para com os sentimentos dos outros;
2) Incapacidade de manter relações duradouras;
3) Desrespeito e imprudência pela segurança dos outros;
4) Seduz, mente e engana repetidas vezes para lucrar;
5) Incapacidade de sentir culpa;
6) Falta de habilidade para se conformar às normas sociais respeitando comportamentos lícitos.
(vale a pena ler inteiro)
4 de ago. de 2009
6 de nov. de 2008
Inveja

(claro que num sistema de governo federativo de verdade, não como o nosso de mentira, em que os estados não têm quase nenhuma autonomia).
Agora na eleição do Obama, a segunda "pergunta" na cédula do estado de Massachusetts foi:
"Você concorda com a alteração legal de penas de detenção ou prisão pela posse de uma onça (28,34 gramas) de marijuana, substituindo-a por uma multa de US$ 100,00, podendo ser paga por correio sem advogados e tribunais, como uma multa de trânsito ?"
Resultado : o SIM venceu com 65%.
21 de jul. de 2008
ainda os pátios
Mapa ego-múndi
16 de jul. de 2008
11 de mai. de 2008
"A história das coisas"
Imperdível para os sedentos de consciência.
21 de abr. de 2008
Infância
Paranazão
15 de abr. de 2008
A fiação de La Paz


Um vero folclore, voyerismo urbano, ficar contemplando as fiações de La Paz, as fotos dizem tudo.
E curioso é que é uma das poucas ou a única cidade em que há um 'city tour' de ônibus de dois andares, sendo o segundo aberto, 'conversível' - emoções fortes !
(Dizia o tio Durval de um amigo : "Deus é eletricidade!")
... mas também tem a Índia :

25 de set. de 2007
24 de set. de 2007
A fraude do vôo 93
Este mostra o que aconteceu com os passageiros do vôo verdadeiro. Cada passageiro deve ter sido bem ameaçado de morte de filme americano para nunca abrir a boquinha...
1 de ago. de 2007
Sol da Meia Noite
Mano,
Com minhas andanças um tanto precoces acabei por vezes aprendendo coisas na prática, dessas que não tivemos saco de estudar na escola, ou - mais provável - não nos foi ensinado.
Em junho de 1974 saímos da Suíça para a Suécia. O dinheiro estava acabando e um amigo que morava em Paris, a caminho de Estocolmo, nos havia falado que lá se podia trabalhar legalmente por três meses e ganhar uma grana que daria pro resto do ano na Europa.
A viagem de carona foi ótima, como todas. Pelo final da tarde do segundo dia, perto de Frankfurt, um cara que só falava alemão parou. Logo depois estacionou ao lado de uma cabine telefônica nos dizendo : "Ein moment". Voltou tentando dizer "home" e fomos prá casa dele.
Lá estava sua mulher e duas filhas adolescentes, que falavam inglês. As meninas ficaram excitadíssimas com aqueles dois seres um tanto exóticos que o pai havia trazido para casa. A mulher dele nos disse que era a primeira vez na vida que ele dava carona para alguém (sempre viajamos não só de casalzinho mas vestidos para despertar bons sentimentos, tão bons quanto nós éramos mesmo).
Disseram que podíamos dormir num apartamento abaixo, de outra filha que estava viajando. Ele era arquiteto e todo o prédio de três andares era dele. E que no dia seguinte podíamos seguir com eles para Travemünde, Alemanha, onde iriam buscar a filha e bem no porto do Ferry Boat para a Dinamarca.
Lanchamos pães pretos que pareciam de madeira e fomos prá varanda tomar licor e ouvir interessantes coisas da história urbana recente de Frankfurt, já que na guerra quase tudo tinha virado pó. Depois saímos de carro para ver a cidade à noite.
Viajamos o dia seguinte inteiro, pois a tal Alemanha é uma coisa grande entre aqueles micro-países. À tarde eu comentava o estranho que era nos aproximarmos razoavelmente do Pólo Norte e o calor ir aumentando, janelas abertas e o barulhão do vento quente. À tardinha nos despedimos deles (ah, que lástima não haver e-mails naquela época, e as pessoas se perderem no tempo).
Cruzamos para a Dinamarca e à tarde de novo a carona nos convidou para dormir. Bueno, visitamos Copenhague e outro Ferry pra Suécia. A fama era que lá eles não davam carona. Pegamos uma logo. Um cara todo sujo num carro todo sujo com mil tralhas sujas dentro. Era o Hokan, o maior cientista de insetos da Suécia e vinha 'de campo'. Estocolmo estava a umas 10 horas e no final - pra variar - "convenceu-nos" de que aquilo não era hora de chegar numa cidade grande e que devíamos acompanhá-lo e dormir em sua fazenda perto de Estocolmo. Era linda, a mulher dele também, todos doces simpatias. Saímos pra colher cogumelos normais, bebemos um montão de vinho e fomos dormir pela uma da manhã.
Todo este conto pra dizer que era o "Midsommardag", o solstício de verão naquele dia, e à uma da manhã o sol se punha mas não chegou a escurecer quase nada, pelas duas já nascia de novo. Assim foi meu primeiro contato com o sol da meia noite. O sono foi estranho pois o quarto não tinha cortinas - eles têm pouco tempo de sol e não desperdiçam - e adormecemos assim com um sol de oito da manhã na cara.
Saímos da Suécia no dia 20 de setembro e já anoitecia pelas três da tarde.
31 de jul. de 2007
Medo

Estes dias andei lendo o livro O medo na cidade do Rio de Janeiro – Dois tempos de uma história - de Vera Malaguti Batista – ed. Revan 2003 - Um competentíssimo estudo sociológico, desde os medos causados as elites pelas multidões nas cidades com a revolução Industrial até a nossa escravatura e a cidade na atualidade. O tema não deixa de lembrar o medo como forma de controle de que trata o filme “Tiros em Columbine”, do diretor Michael Moore. Acho mesmo que incluirei neste depositário de textos a serem lembrados algumas passagens desta interessante obra, alguns até cômicos, se não fossem trágicos.
A dedicatória já me toca especialmente : “Para Leonel Brizola, pelo destemor com que enfrentou o Império; pelo medo que sempre despertou nos caretas e nos covardes.”
A página 107 relembra-me o fato surreal que tanto revela da nossa “sociedade cordial” :
“No dia 4 de agosto de 2000, o Movimento dos trabalhadores Sem-Teto (MTST), integrado por moradores de ocupações na Baixada fluminense e na zona oeste, “invadiram” um shopping, uma espécie de templo do consumo no Rio de Janeiro, o Rio Sul. Na verdade era uma invasão estética, já que o objetivo era passear no shopping, e não tomá-lo. As autoridades da Segurança Pública no Rio de Janeiro souberam da iniciativa e tomaram precauções: os ônibus em que estavam os sem-teto foram parados na Avenida Brasil e impedidos de prosseguir por falta de documentos. Os sem-teto seguiram em ônibus comuns e encontraram o Rio Sul guardado por 40 policiais. A dona de casa Elizabeth da silva, 36 anos, do acampamento Araguaia, chorou ao ver os policiais: “Nós não vamos mexer em nada! Por que isso ?” (JB, 05-08-2000).
Segue comentários "dos dois lados" e análises do fato. Lembrança e reflexões imperdíveis.
15 de jun. de 2007
Paris - Descrição do século 18
Sobre o problema dos mortos na Paris do século 18 Foucault cita o exemplo do “Cemitério dos Inocentes”, no centro da cidade e reservado para pessoas que não podiam pagar um túmulo individual :
“O amontoamento no interior do cemitério era tal que os cadáveres se empilhavam acima do muro do claustro e caiam do lado de fora. Em torno do claustro, onde tinham sido construídas casas, a pressão devida ao amontoamento de cadáveres foi tão grande que as casas desmoronaram e os esqueletos de espalharam em suas caves provocando o pânico e talvez mesmo doenças. Em todo o caso, no espírito das pessoas da época, a infecção causada pelo cemitério era tão forte que, segundo elas, por causa da proximidade dos mortos, o leite talhava imediatamente, a água apodrecia, etc. este pânico urbano e característico deste cuidado, desta inquietude político-sanitária que se forma à medida que se desenvolve o tecido urbano”.
9 de jun. de 2007
Durma-se com um barulho destes
No entanto, Camões vivendo e aprendendo :
Nós elegemos e reelegemos o lesa-pátria sonso

Mas eles elegeram e reelegeram o lesa-pátria cafona Mayor

Na próxima encadernação quero muito mesmo entender as tais de massas.










