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28 de ago. de 2013

"Na sombra da Lua"


"Na sombra da Lua" é um premiado documentário inglês de 2007 sobre as missões tripuladas dos Estados Unidos.

Emocionante para os que gostam do assunto, tocou-me especialmente o astronauta Eugene Cernan, o último dos onze homens a caminhar na Lua, aos 51m:40s no YouTube, contar que os três dias de 'viagem' haviam sido sob o Sol, mas que entraram em órbita da Lua 'à noite', na sombra, no escuro.

Sente-se, imagina-se, a emoção que transmite ao contar que não podiam ver, mas podiam sentir a enorme presença da Lua ali perto, no escuro.


4 de ago. de 2009

Saudades da MIR...


* 1986 + 2001
( A história da MIR aqui )

11 de mai. de 2009

Os aviões da vida



Voltando para casa da exposição "Memória da Aeropostale", seus lindos aviões e destemidos pilotos, deu vontade de criar um albinho dos aviões em que já 'andei'.
Incompleto por falta de registros de fotos ou por não incluir uns mixurucas ou por também faltarem os novos Boeings e Airbus - todos os modelos que me desculpem de todo o coração.

11 de abr. de 2008

Situações


Talvez meu primeiro contato com essa coisa que responde pelo nome de 'auto-ajuda' tenha sido numa situação simples que não tinha nada a ver com existencialidades :
Lá por 1972, fazia curso de multimotor no sul da califórnia. Um treinamento destes é basicamente se pilotar um avião diferente, que tem um motor em cada asa, quer dizer, o diferente é que se um dos dois bichos pára temos que nos virar para manter a coisa voando com a metade das coisas feitas para mantê-lo no ar.
Tudo se torna bastante instável e a tendência do aprendiz é puxar o manche quando o bicho está descendo e os instrumentos dizem que a coisa se passa a, digamos, uns 20 metros por minuto. Só que depois da atuação do aprendiz para corrigir puxando o manche, a tendência é o avião dar a sensação de estar subindo, o instrumento mostrar que está sendo a uns 20 metros por minuto.
(espero que o texto acima tenha passado a idéia da tal instabilidade).

Pois no primeiro dia numa situação destas, o instrutor, sentado ao meu lado, falou :

"Faz só a metade do que você acha que deve".

A frase acabou estando presente em variadas situações pelos quarenta anos seguintes da minha vida.

27 de out. de 2006

Êxtase I

Sóbrio e só, experimentei duas situações dos sentidos se desprenderem das coisas materiais, um turbilhão súbito de sensações impactantes de surpresa, alegria, medo e tantas outras.


Uma nos anos 70, fazendo horas de vôo nos céus do sul da Califórnia, num Cessna 150 de dois lugares. O tempo estava completamente coberto de nuvens baixas, mas em fina camada. Até então só havia pilotado “visual”, em dia ou noite clara, mas já tinha algumas horas do curso seguinte, o de “vôo cego”, por instrumentos.
Assim, decidi furar aquelas nuvens e voar lá encima.
As janelas tornam-se leitosas por alguns minutos e logo começa a descortinar-se o belo algodoal das nuvens vistas de cima. Diferente do céu poluído e sujo lá de baixo, mostrava-se um azul profundo e límpido.
Até então o especial era que estava só naquele mundo estonteante, apenas eu, meu aviãozinho e o barulho delicado do motor.
Mas não durou aquele encantamento e levemente começou a insinuar-se uma sensação de medo. Comecei a me sentir um tanto estranho e pequeno ante aquela grandiosidade toda. O receio era a possibilidade neurótico-fantasiosa de não mais encontrar o planeta lá embaixo quando furasse as nuvens de volta !
Logo desci para conferir que embaixo daquele outro mundo continuava lá a Grande Los Angeles enfumaçada, cheia de estradas cheias de carros e daquele vazio way of life.
Mais em casa só se estivesse na Terra de Vera Cruz.