Depositário, reproduteca e achismos de uma consciência atordoada, eventuais espasmos de entusiasmo.
30 de abr. de 2015
Homens pagam 30% mais em restaurante em SP
A ação da agência de publicidade Agnelo, em parceria com o restaurante Ramona, foi filmada por câmeras escondidas. Assista:
4 de out. de 2013
Sobre homossexualismo
(Ainda que na tradução em português do que se segue, "It´s how people are built" como "É uma parte do que as pessoas são" o argumento seja suavizado - talvez devesse ser traduzido como "É como as pessoas são feitas").
O fato científico é que um percentual de cada espécie tem diferenças também na sexualidade - macaco gay, cachorro gay, égua lésbica, etc. - e ponto.
Mas sempre me surpreendi com os termos usados pelos próprios homossexuais, mesmo em suas associações civis: "opção sexual", "preferência sexual". Usam termos incorretos que revelam raciocínio primariamente equivocado e errado, DANDO eles próprios MUNIÇÃO ao ódio dos doentes de idéias e de caráter que os combatem !
4 de set. de 2013
Espaços
Os puxadinhos na Lei Maria da Penha
Carlos Eduardo Rios do Amaral*25 de mar. de 2013
1 de mar. de 2013
7 de abr. de 2009
Correspondências II

-----Mensagem Original-----
E assim continuam os fãs do velho LP, que fora o chiado tem som bem melhor, não é o som de latinha vagaba.
11 de mai. de 2008
"A história das coisas"
Imperdível para os sedentos de consciência.
15 de abr. de 2008
8 de abr. de 2008
Mil vales
Praia é ótimo, mas minha afinidade é com as montanhas.
1 de ago. de 2007
Sol da Meia Noite
Mano,
Com minhas andanças um tanto precoces acabei por vezes aprendendo coisas na prática, dessas que não tivemos saco de estudar na escola, ou - mais provável - não nos foi ensinado.
Em junho de 1974 saímos da Suíça para a Suécia. O dinheiro estava acabando e um amigo que morava em Paris, a caminho de Estocolmo, nos havia falado que lá se podia trabalhar legalmente por três meses e ganhar uma grana que daria pro resto do ano na Europa.
A viagem de carona foi ótima, como todas. Pelo final da tarde do segundo dia, perto de Frankfurt, um cara que só falava alemão parou. Logo depois estacionou ao lado de uma cabine telefônica nos dizendo : "Ein moment". Voltou tentando dizer "home" e fomos prá casa dele.
Lá estava sua mulher e duas filhas adolescentes, que falavam inglês. As meninas ficaram excitadíssimas com aqueles dois seres um tanto exóticos que o pai havia trazido para casa. A mulher dele nos disse que era a primeira vez na vida que ele dava carona para alguém (sempre viajamos não só de casalzinho mas vestidos para despertar bons sentimentos, tão bons quanto nós éramos mesmo).
Disseram que podíamos dormir num apartamento abaixo, de outra filha que estava viajando. Ele era arquiteto e todo o prédio de três andares era dele. E que no dia seguinte podíamos seguir com eles para Travemünde, Alemanha, onde iriam buscar a filha e bem no porto do Ferry Boat para a Dinamarca.
Lanchamos pães pretos que pareciam de madeira e fomos prá varanda tomar licor e ouvir interessantes coisas da história urbana recente de Frankfurt, já que na guerra quase tudo tinha virado pó. Depois saímos de carro para ver a cidade à noite.
Viajamos o dia seguinte inteiro, pois a tal Alemanha é uma coisa grande entre aqueles micro-países. À tarde eu comentava o estranho que era nos aproximarmos razoavelmente do Pólo Norte e o calor ir aumentando, janelas abertas e o barulhão do vento quente. À tardinha nos despedimos deles (ah, que lástima não haver e-mails naquela época, e as pessoas se perderem no tempo).
Cruzamos para a Dinamarca e à tarde de novo a carona nos convidou para dormir. Bueno, visitamos Copenhague e outro Ferry pra Suécia. A fama era que lá eles não davam carona. Pegamos uma logo. Um cara todo sujo num carro todo sujo com mil tralhas sujas dentro. Era o Hokan, o maior cientista de insetos da Suécia e vinha 'de campo'. Estocolmo estava a umas 10 horas e no final - pra variar - "convenceu-nos" de que aquilo não era hora de chegar numa cidade grande e que devíamos acompanhá-lo e dormir em sua fazenda perto de Estocolmo. Era linda, a mulher dele também, todos doces simpatias. Saímos pra colher cogumelos normais, bebemos um montão de vinho e fomos dormir pela uma da manhã.
Todo este conto pra dizer que era o "Midsommardag", o solstício de verão naquele dia, e à uma da manhã o sol se punha mas não chegou a escurecer quase nada, pelas duas já nascia de novo. Assim foi meu primeiro contato com o sol da meia noite. O sono foi estranho pois o quarto não tinha cortinas - eles têm pouco tempo de sol e não desperdiçam - e adormecemos assim com um sol de oito da manhã na cara.
Saímos da Suécia no dia 20 de setembro e já anoitecia pelas três da tarde.
8 de jul. de 2007
"As invasões bárbaras"
O trailer em francês - que dá ganas de assistir ao filme pela oitava vez :
E a parte do discurso das das atrocidades históricas para a freira assustada - legendado em português ( há tempos tenho anotado fazer uma lista de algumas delas, dia destes sai ):
Como se não bastasse, também nos deliciamos com este colírio :

"Mar adentro"
Assista ao trailer :
"As asas da vida"

Serenidade, dignidade, sanidade e senso de humor até o fim. Belo.
18 de jun. de 2007
FLIP ou não FLIP ?

7 de jun. de 2007
Correspondências

-----Mensagem Original-----De: irmãoPara: irmãoEnviada em: quarta-feira, 6 de junho de 2007 15:05Assunto: gerais
Mano,
Fiz o joguinho e mandei para uns amigos, falta muita ou total sensibilidade nas máquinas, elas só executam rapidamente as coisas. Comigo, por duas vezes ele não chegou ao fim no objeto ou coisa que eu havia pensado, e, depois, fica dizendo que metal não é mineral, que baleia não é comestível, e assim vai... legal, mas fraco por ser mecânico. Conheço um de cartas ou números com umas 48 variáveis que se faz de cabeça, eliminando por perguntas e se chega exatamente a carta ou ao número que a gente pensou por exclusão como este, e sem erro, é o que deve ter originado este ai, que com um número enorme de variáveis se confunde e erra. Hoje está se atribuindo muitas coisas à informática, mas não é bem assim, tal qual aquela de números que me mandaste, aquilo é milenar e árabe, como sabes, só que com pirâmides coloridas, musiquinhas ao fundo etc..etc.. no final uma assinatura de fulana de tal... É válido somente para a relembrança.
Carro na rua: - Não deixo um minuto que dá azar. Domingo fui almoçar na minha filha, tomei um uísque e fui dormir, na rua tudo deserto, a tarde linda, quando voltei para casa notei que o carro estava aberto, mas, não tinha desaparecido nada, inclusive talões de cheques no porta-luvas permaneciam, tudo bem. Três dias depois fui colocar algo no porta malas e me apoiei no estepe e não tinha mais, zero quilômetro, nunca rodado. São especialistas, abrem o carro, vão direto ao estepe e levam somente ele, fica o macaco, a porca, o triângulo e até se tiver outras coisas, permanecem como estão, comprei outra usada por 100 pila.
Abraços do irmão
Boa análise das tentativas cibernéticas.
Até agora de longe o principal efeito desta coisa foi aumentar desemprego com computadores, robôs, etc. E a concentração de renda.
Lembro de rever, anos atrás, um filme do Hitchcock em que o cara trabalha numa seguradora. A cena do lugar é incrível : igual a um ginásio coberto, as salas dos chefes ao redor e acima, ligadas por uma varanda aberta. No piso de área enorme, centenas de mesas e pessoas, cada uma com sua máquina de escrever. Lembro que nas mesas vazias a máquina estava em pé.
E pronto - alguns bits e todos perderam o emprego. Que maravilha a modernidade ! Tem gente que acha ótimo, claro que entre os humanos gostar da situação requer apenas e tão somente (êpa) estar ganhando bem. Veja-se como votam os americanos, por exemplo, só importa estarem podendo consumir.
A dos números era muito bonita. Eu não conhecia, ao menos deste modo como fizeram na apresentação de slides. Não gosto de matemática, mas como muitas coisas do universo, é uma óbvia manifestação de que se dizer que 'não se acredita em deus' é uma afirmação relativa, ou então o cara é um poste ou uma porta. Sábio acho que é não se acreditar no deus das religiões cristãs, rebaixado a gerente de lanchonete, que fica lá encima debruçado no balcão só dando esporro nas pessoas, tipo "êpa, tira a mão daí".
Já tudo que existe só vem a comprovar que a gente é piolho, que existe ALGO muuuuuuito superior, que pode até ser simplesmente eletricidade. Mas que a gente é piolho é, ainda que até estes piolhos sejam uma obra magnífica.
A coisa dos carros é interessante. Claro que é uma merda se viver num país assim (retornando ao assunto inicial, 99% dos ladrões, se houvesse emprego, prefeririam ter um, com uma casinha, uma mulherzinha e uma filhinha, morrer de velho e não antes dos trinta).
Interessante porque, por outro lado, estive pensando que sempre tive muita sorte - de verdade em batidas, nunca dei uma e só levei duas em uns 37 anos "governando autos", como diziam os velhos dessas bandas. Tu deves ter números maiores porque és muito agressivo dirigindo, desde a 'pechada' com o Austin na esquina do Avenida. Lembro que a grade de antimônio se quebrou toda ( uau, antimônio niquelado ! )
As famílias também são interessantes. Acho que a grande maioria é gente boa, que não tem iniciativas de fazer mal 'ao próximo'. Conversando com um parente idoso aí, ele comentou sobre o pai e mãe, que o namoro deles e o casamento encantou a todos, porque os dois eram pessoas excepcionalmente boas e doces ( até um pouco demais, não ? Provavelmente por causa da religião, um atraso de vida ). Assim, nós todos irmãos somos boas pessoas.
Ter sido casado com uma pessoa boa, ter tido um filho igual, acho que foram as melhores coisas da minha vida.
Bueno, tá ficando filósófia demais prum feriado tranqüilo, né ?
Abraço ao meu bom e estimado irmão.
21 de abr. de 2007
Desenvolvimento
Se o país se desenvolvesse, acho que algum dia Pântano do Sul em Floripa seria assim.Ou seria Pedra de Guaratiba, no Rio ?
Mas lembro do Ciro Gomes ministro da fazenda do Itamar esbravejando zerar a alíquota de importação de cimento da Hungria ou sei lá de onde, por uns 20% do nosso preço, que não rolou, o cara é bom de esbravejar mas não respeita a mulher dele e é autoritário além da conta. Além de psico-auto-destruidor.
O que rolou na nossa vida foi o bobão-honesto do Itamar chamando o príncipe dos sociólogos, o tal fhc, que almejava - obedecendo aos seus mais profundos, primários e sonsos instintos - apenas qualquer embaixada no circuito 'Elizabeth Arden' [ perfume barato daqueles tempos ]: Roma, Paris, Nova Iorque.
A seguir só rolaram novas armadilhas inteligentes (a do Collor foi nova-primária), a partir da dificuldade dos pobres com aritmética (o milagre do Real), e a do Lula com a oficialização da compra-de-votos via Bolsa não sei o quê.
Ah, na viagem desse post também me ocorreu - a propósito da Votorantim/Antonio Ermírio - do quanto os paulistas se indignam com corruptos do governo, e do quanto relevam qualquer fato que diga respeito aos corruptores.
14 de abr. de 2007
As palavras e as coisas
Devemos usar “Israel”, “entidade sionista”, “Palestina ocupada”? “Intifada”, “novo Holocausto”, “luta de independência”? Os territórios são “questionados” ou “ocupados”? Devem ser “cedidos” ou “devolvidos”? Trata-se de uma “concessão” se Israel chegar a cumprir as decisões de tratados internacionais que caracterizam os territórios como ocupados e que devem ser devolvidos?
Não há palavra neutra, diz ele. E nos convida a um exercício de múltipla escolha, diante da notícia de uma agência internacional:
“Hoje na Judéia e na Samaria / nos territórios palestinos / nos territórios ocupados / nos territórios disputados / nos territórios liberados, três palestinos / inocentes / terroristas muçulmanos foram eliminados preventivamente / brutalmente assassinados / mortos pelo inimigo sionista / pelas tropas de ocupação israelenses / pelas forças de defesa israelense.”
Reescreva como lhe parece que deva ser dada a notícia e eu te direi quem és, qual a visão que tens do conflito, das forças que se enfrentam e, ao mesmo tempo, das agências de notícias e da imprensa que reproduz suas versões.
E Joris se pergunta: por que um judeu que reivindica a terra que foi foi dada por Deus é um “ultranacionalista”, enquanto que um muçulmano que pensa da mesma forma é um “fundamentalista”? Por que um governante árabe que escolheu uma política diferente daquela dos ocidentais é um “anti-ocidental” e um governante ocidental que escolheu uma política diferente daquela dos orientais não é chamado de “anti-oriental”? Alguém já viu um líder político estadunidense ser chamado de “radicalmente antiárabe”? Já viram o governo Bush qualificado de “um governo radicalmente antiárabe”?
Um dirigente israelense que acredita no diálogo é chamado de “pomba”. No entanto um palestino que acredita na mesma via é chamado de “moderado”, para dar uma idéia de que a violência se instalou no coração de cada palestino, com alguns dentre eles conseguindo “moderar” essa natureza profunda. E enquanto Hamas “odeia” Israel, nenhum partido ou líder israelita jamais “odeia” os palestinos, mesmo quando pregam sua expulsão. Neste caso trata-se de uma “limpeza étnica”? Ou de uma “deslocação involuntária”? Ou simplesmente de uma “transferência”?
A grande mídia ocidental não usa a palavra “ocupação!” para desginar os territórios palestinos sob controle militar de Israel. Pedem à Autoridade Palestina que modere a resistência, procurando que ela “demonstre que não fez o suficiente contra a violência”. Mas não se explica aos ocidentais o terror, a opressão, a humilhação que se esconde por detrás das palavras “ocupação”. Os correspondentes ocidentais falam dos “sangrentos atentados suicidas”, mas nunca da “sangrenta ocupação”. Os mortos isralenses – três vezes menos que os palestinos – têm nome, sobrenome, cara, família, emprego, amigos, bairro e casa em que mora, enquanto que os palestinos desaparecem sob a expressão – terroristas palestinos e outras versões afins.
Fidel Castro é invariavelmente “ditador”, não sendo chamado assim o presidente egípcio Moubarak ou o presidente paquistanês Mousharaf ou os dirigentes de países árabes aliados do Ocidente. Como tampouco os ditadores brasileiros – Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo -, todos ex-presidentes brasileiros, segundo a imprensa local.
Os canais de noticiário costumam caracterizar seu trabalho com lemas como “Nós informamos, você decide”. Mas fica claro que o tipo de informação – e de palavras para designar quem é quem em cada conflito e qual sua natureza -, condiciona fortemente, quando já não contem em si as respostas daquilo que aparentemente está perguntando.
Do : Blog do Emir Sader













